Problemas estruturais na Formação

Pesquisas apontam para o fato de as pessoas estarem procurando menos as carreiras de professores e que formam os professores na fuvest.
Letras, matemática, física, pedagogia, história; tais disciplinas não entram mais no imaginário “popular” como sendo alvo de possíveis profissões a serem exercidas.
Naturalmente, engenharia é um dos cursos que ganharam, em tal imaginário, o status de profissão a ser exercida. Se formos analisar a qualidade dos cursos, não apenas direito, engenharia, medicina, mas todos no geral, veremos que a Educação e o Civismo estão em frangalhos.

Não é à toa que determinada escola particular que se diz “forte” na área literária, que se diz humanista, que se auto-entitula escola que preza pela formação e educação com base nos ensinamentos do Mestre Paulo Freire, vai prescindir de sua biblioteca para o ano que vem. Claro, alegando que está construindo “um prédio novo”, moderno.
Sempre a tal da “modernidade”, veja só.
Fato é que durante um ano nesta escola os livros ficarão em um “depósito”. Este é o tratamento análogo à tal “formação humanista”.
Uma calamidade educacional, portanto.

Enquanto isso o çapo e o vampiro – os mesmos que ajudam a promover essa mentalidade que deseduca – vão transferir esforços para priorizar o ensino técnico. Seria ótimo se não fosse trágico.
O que não entendem é que a raíz da Educação está na formação de professores.
Não adianta colocar o desfavorecido em um curso técnico sendo que ele não tem noção do que está fazendo ali.
A coisa se assemelha à massificação nazista, com certeza, mesmo que esteja aparelhada na falsidade de que isso vai “engrandecer” o ser-humano que terá uma profissão.
Que profissão é essa?
Que ser-humano é esse?
Que educação é essa?

Ensino técnico sem formação humana é como uma árvore sem as folhas; seca, a árvore não irá prosperar. Esta é a imagem dessa nossa sociedade.

Publicado em:  on 12 Novembro, 2008 at 5:39 am Comentários (3)
Tags: , , , ,

Arena de golpismos

Algo foi esquecido, quase não foi notado e foi, ao mesmo tempo , “democraticamente” retirado da pauta. E é coisa que serve ao vampiro e ao çapismo.

O vampiro jogou Piratininga na Arena.

Tal qual aquele clubinho do porfírio fez, os demos irão agora explorar uma falsa imagem.

Aliás, usar apenas “falsa” para descrever a imagem que estão a criar é deixá-la sem contornos. Porque ela parece assim, imbecilizada, e ao povo chega até a ser “gostoso de olhar”.

Trata-se dos bonecões nuncaçabões. Quem teve a desagradável e quase diária visão de um, entende o quanto aquilo é complexo de sentidos; evidentemente leva a lugar nenhum, a não ser à visível alienação, arrogantismos e vampirização da alma que está quase perdida.

Mas o fato que não foi martelado, como foi o “relaxa e goza” e o “toc toc toc”, e mais dúzias de ofensas ainda piores e mais fortes (sob o olhar perigosamente lascivo) que o “é casado?” e o “tem filhos?”.

Aos olhos do povo emburrecido isso soa como uma vingança àquela perua rica. O bonecão vem como complemento, e na verdade é o que a arena – ops!, os demos, conseguem criar.

Um boneco oco. Esta é a grande obrada do vampiro em sua carreira política. Ressuscitou o demo.

O çapismo, por sua vez, irá se aproveitar disso. Nunca se sabe o que este boneco pode apronta, mesmo que pareça uma bonequinha conformada. Na verdade, a barbie não era a perua, mas esse bonecão, que é um alienado no strictu sensu do alienatu.

A perua teria sido muito melhor para Piratininga, como já foi. Mas para quem sobe a Avenida Rebouças de ônibus, e não de carro, evidentemente. O bonecão serviu de desvio de foco para quem usa o bilhete único.

Ela foi derrotada, mas tal qual um rabo de lagartixa, nasce outro no çapismo. Isso não interferirá, muito pelo contrário, e o çapo já até contava com isso e calculava seus ganhos – tanto que provocou. E teve de vir dizer que 2010 está “desvinculado” de 2008, o que é auto-explicativo de maneira torta. Feio foi a vaca amarela tendo de admitir que está mesmo, e entortando a si mesma.

A simbologia é clara: se é assim, o çapo acaba de lhe dar um punhal para que corte os pulsos. A vaca amarela cortou as próprias veias. Irá aos poucos esvair-se em sangue, enfraquecer, diminuir. O çapo, porém, herda toda essa sua estrutura política – que na verdade pertence a ele mesmo.

Por isso mesmo 2010 está separado de 2008: o çapo trabalho para pegar o golpismo nesta arena, na curva do tempo.

Observemos as figuras que o çapo torrou. Pará, Rio Grande do Sul, e por aí vai – e é este o “estadismo” çapal.

Mas o que deixa de nos preocupar, então, é o fato do demo estar sendo desvinculado da arena, a sua genitora sifilítica e golpista. Afinal, o çapismo trabalha para herdar isso lá na frente.

Observemos também as figuras que cercam o vampiro: TODOS são fascistóides, que utilizam argumentos combinados, pré-fabricados pela parte mais fascistóide dos que controlam a mídia. É a revista de maior tiragem que só carrega bobagens dos colonizadores aliciadores, e os jornalhões imprestáveis.

Na verdade são estes que são os demos, e é por isso que o vampiro pôde cometer seu maior crime político: ressucitar o arena travestido de demo há poucos meses, figurado no bonecão demoníaco com ar “pimpão”.

Publicado em:  on 8 Novembro, 2008 at 5:27 am Deixe um comentário
Tags: , , , , , , ,

Seção Nuncaçeçabe

Prometeu a bonecona que irá perseguir, até o inferno DEMOcrata que o arena proporciona, os camelôs de Piratininga.

Assim como o vampiro gastou dinheiro público para fazer rampas (e não casas) para os mendigos não dormirem no túnel da Paulista, a barbie tirar a sobrevivência de muitas famílias que irão perder o pão. E, claro, como é habitual aos demos, não oferecerá nada a quem desvalidou. Nada é oferecido em troca de tal injustiça, e não há outra forma de esse povo todo se dignar a viver nessa monstruosa cidade.

Já não adianta dizer “ACORDA”.

Serão quatro anos dessa corja nos comendo o cérebro, tal qual zumbis.

Publicado em:  on at 5:13 am Deixe um comentário
Tags: , , ,

Sociopatite

Se é necessária uma base exemplar para se compreender em que tempo vivemos, e com quais figuras estamos lidando, nos basta atentar para o circo da greve da polícia no Estado de S.Paulo.

A começar pela própria polícia, desacreditada na média da população. O processo de banalização não é de hoje, e tem duas vertentes: banalização da violência nas relações sociais e corrupção generalizada nas relações “econômicas” da política com o “eleitor”.

Não são apenas os delitos e os atos políticos que se rendem à massificação da invalidez social, mas cada ato do ex-cidadão contaminado com tal doença.

Com isso, a greve que se pensa correta e reinvidicatória tem no comando ninguém menos que o profissional de greve que virou deputado, e é um dos grandes formadores de claques – o pimpaulinho da força.

Para chutar o balde, temos na cadeira deste desgoverno um taradíssimo vampiro que faz agora o mesmo que fez com os estudantes há um tempo atrás, e fará com qualquer grupo grevista que se aventure nas claques que são formadas e interpretam greves neste país. O vampiro, segundo os pimpaulhinhos, ouve até torcida organizada, mas não ouve grevistas. E é verdade.

O comando, no Brasil, tende a se render à sociopatite.

A “sociedade” esquece que existe o povo, existem classes sociais e a mídia está aí pra manter a “ordem”.

Tanto é que este assunto não rende o ‘abre’ do caderno principal de política dos jornalhões; são relegados ao meio escuro do caderno que trata de cidade, caderno de assuntos gerais, e de crime.

Não pode ser principal, pois o vampiro demanda a sociopatite da “ordem” midiática.

Publicado em:  on at 5:02 am Deixe um comentário
Tags: ,