Falácias e factóides

“A imprensa é irmã siamesa do legislativo”, disse o temeroso deputado que chia, agora, com a exposição das lambanças folgadíssimas dessa gente que se locupleta com nosso sangue e suor.
“Legislativo forte é imprensa forte”, brada esse mesmo temeros, seguindo a toada, um representante de um legislativo caquético, fraquíssimo, sanguessuga. Que sobrevive sobre falcaturas.
E para tentar se redimir de tanta baboseira dita, e de tanta falcatrua feita, “a imprensa faz campanha contra os deputados!”, diz o temeroso.
A imprensa até cria factóides demais, mas não pode criar factóide sobre um vazio. Algo há, sempre, que apoia um factóide.

Mas daí vem uma comandanta, que o desespero çapóide usa para tentar cacifar-se como projeto político duradouro, e usa a frase “o olho do dono engorda o boi” para arrotar que o empaque está gordinho.
Ora, o que está em jogo na frase é a interpretação do dono; ele conta vantagem. Se olhar engordasse de fato, fizesse a plantação crescer e nenê se curar de alguma mazela, a humanidade seria perfeita, dona comandanta dilma.
Mas nem o empaque corresponde à realidade, e nem o olhar faz a interpretação ser realidade.

E ficamos com essa doença das falácias neste país. Como se fosse a cura…

Publicado em:  on 11 Abril, 2009 at 11:44 am Deixe um comentário
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“Pecado fraternal”

O título explica-se na desculpa de um funcionário público, gabaritado, servidor do çenado tupiniquim. Ele estranhamente tinha uma casa em valor altíssimo, junto com o irmão, enfim. O título é bom. Por isso foi escolhido…
Afinal, é bem Brasil: estelionato, graves picaretagens oficiosas, morte da ética, morte da política, e o cara vem falar em “pecado fraternal”…

Enquanto nuncaçabe era multado por fechar as creches, logo ele que vai em breve descumprir promessa eleitoreira de não aumentar a passagem de ônibus, encalheiros e o bigodudo voltavam, paulatinamente, ao comando do… çenado.

Não há como saber o que é pior.
Se é a “aliança espúria” (título cunhado por merdacante) do encalheiros, do narigudo cheirador e do bigodudo, para alavancar sórdida parte de uma turma de sanguessugas através da gerência do empaque de vossa comandanta, ou se o chorinho de merdacante, que só diz isso na hora que em que a cobra o picou. Aliás, ele ajudou a cobra a sobreviver, achando que ela poderia lhe servir para alguma coisa… Cobras não cotumam servir a alguma coisa, çenador. Você mais do que ninguém conhece essa tal de “aliança espúria”…
Os dois casos são de derrota para o povo, já chafurdado em excrementíssima pulititica.
Encalheiros volta sobre aquele que um dia colocou na presidência, quando ainda iniciava-se nos rudimentos da nojeira. O cheirador está lá, na comissão de estratégia, a mando do covil, mas esperando a hora de um bote, daqueles bem arrogantes.
Por trás disso, o bigodudo com as mãos nos ombros do çapo.
Que finge positividade para a comandanta, que agora sofrerá uma companhia mais que golpista. Uma cobrinha no calcanhar da comandanta…
“Pecado fraternal” do próprio çapo…

Até porque a comandanta resolveu arbitrar que o pacote da habitação estará sendo diretamente “executado” pelo governo federal, ou seja, por ela e seu gerente cheirador, sem que passe por governos federais e/ou municipais. Muitíssimo fraternal, portanto.

Panis et Circensis

Político não sabe o que é futebol. Pelko menos não o prefeito de Presidente Prudente, que diz esperar que “esse pessoal venha com espírito de paz”, se referindo às torcidas de Corinthians e Parmera, e mais especificamente, o pessoal que saiu da capital em direção à essa longinqüa cidade.
Ora, isto é auto-explicativo quando quisermos concluir que tal sujeito não tem noção do que seja um clássico Corinthians e Parmera.
“Espírito de paz” vem a ser o que?
A única coisa que conheço de paz entre essas duas torcidas é um não falar com outro, quando são amigos ou familiares, durante toda a semana que antecede e a que sucede o clássico; mas isso nem de longe impediria qualquer bate boca ou arranca rabo.

Mas infeliz mesmo é o çapo, que disse, a respeito da estréia em 27 minutos do Gordo Fenômeno, “mais umas três horas de jogo e ele teria marcado”.
Ora, ele não aguentaria mais dez minutos. E mais: A QUALQUER MOMENTO ele poderia, como pode, fazer um ou mais gols.
Compreende a diferença, çapo? Ou você só sabe pensar em “espúrias alianças”?…

Justiça seja feita, ninguém consegue falar bobagens a toda hora.
Esse çapo diz também que azelitezinha se preocupa (a ponto de reclamar dela, obviamente) mais com a melhoria de vida dos pobres que com a latente e vista miséria deles.
E isso é fato; e é típico comportamento de demoníacos tucanocratas.

Existe Povo

A imprença, de modo geral, entrou em um catártico desespero.

Nenhuma crise está grudando no ‘governo’ e os efeitos que essa gente precisaria estar causando. A abutraiada resolveu bradar que as centrais sindicais estão “enferrujadas”.
Ora, o próprio çapo foi o articulador dessa peleguização institucional, aos moldes tucanocratas dos favorecimentos menores para os cargos menores, que protegem os grandes na farra eterna do privatizar o público para si mesmo quando se tem alguma possibilidade real. Já apontávamos no Jornar, a mala velha passa a ser uma fonte de pesquisa.

O brasileiro é descompromissado consigo mesmo, e ao mesmo tempo só se compromete com seu próprio umbigo. E isto soa, mas não é, contraditário.

Existem povos no mundo, porém, que sabem não ser somente pelegos a todo tempo. Miremos o pueblo cubano, que lutou contra um ‘governo’ sanguinário e ditatorial, apoiado na Cosa Nostra e na parte vendida do conservadorismo financista dos Estaduzunidos, e VENCEU.
E isso que diremos agora quem veiculou foram os mesmos abutrinhos, algumas páginas depois. O cidadão nascido em Santiago, ao lado leste da ilha, não poderia morar sem salvo-conduto governamental na capital. E então a polícia foi despejar gente nessa situação, e foi obrigada pelo povo a desistir.
A multidão gritava que EM CUBA NÃO HÁ DESPEJO!!!

Imaginam o nosso povo tomando atitude assim, quer dizer, defender-se?
Desculpem, eu não vejo.

A crise da pêéfe

Gasta-se tempo, tinta, hardware, paciência, ao se falar de controle da PF.

Tudo porque um banqueiro que concentra a teia de relações estapafúrdias da politicagem tupiniquim foi ameaçado por um delegado.

Mas não se fala, de jeito nenhum, que por trás deste descontrole da puliça está o golpismo do embate fingido da politicagem tucano-çapista.

Falta vergonha na cara.

Publicado em:  on 9 Novembro, 2008 at 11:02 pm Deixe um comentário
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