Curto-circuito

O governo é de uma intilijência sem limites.
Freia a importação, querendo que o mercado interno dê conta.
Mas o produtor – agrário, de bens de consumo, da indústria, etc – freiou sua produção por causa dos impostos altos (do governo, veja a malandragem do cachorro mordendo o próprio rabo…), da cotação do dólar (pois há o que deve ser importado em tudo o que a indústria globalizada produz, ou seja: CURTO CIRCUITO!), e pra deixar o cenário ainda pior, muitos demitem a torto e a direito.
Não é só a economia que freia o consumo.
O consumo freiado faz os preços subirem.
A inflação voltou, como queríamos demonstrar.

Desenvolvimento?

Pra que serve esse BNDES?
Para “emprestar” UM BILHÃO NOSSO para uma mineradora multinacional explorar bauxita e alumina em NOSSAS MINAS paraenses e maranhenses?
Para que eles tenham ótimos e polpudos lucros sem precisarem gastar NADA, tomando dinheiro do povo brasileiro, pobre, e criarem infra-estrutura que nós deveríamos criar para nós mesmos, explorarem mão-de-obra analfabeta que deveríamos valorizar por serem CIDADÃOS BRASILEIROS, e depois disso tudo enviarem os lucros e divisas para a matriz, largando aqui o povo burro, com fome, sobre um chão remexido e morto, seco, poeirento e sujo.
Não venham argumentar com a mentira de que estarão “fomentando” qualquer coisa para esta subdesenvolvida Nação Brasileira, pois ela, se empresta o que não tem, é porque é refém.

Existe Povo

A imprença, de modo geral, entrou em um catártico desespero.

Nenhuma crise está grudando no ‘governo’ e os efeitos que essa gente precisaria estar causando. A abutraiada resolveu bradar que as centrais sindicais estão “enferrujadas”.
Ora, o próprio çapo foi o articulador dessa peleguização institucional, aos moldes tucanocratas dos favorecimentos menores para os cargos menores, que protegem os grandes na farra eterna do privatizar o público para si mesmo quando se tem alguma possibilidade real. Já apontávamos no Jornar, a mala velha passa a ser uma fonte de pesquisa.

O brasileiro é descompromissado consigo mesmo, e ao mesmo tempo só se compromete com seu próprio umbigo. E isto soa, mas não é, contraditário.

Existem povos no mundo, porém, que sabem não ser somente pelegos a todo tempo. Miremos o pueblo cubano, que lutou contra um ‘governo’ sanguinário e ditatorial, apoiado na Cosa Nostra e na parte vendida do conservadorismo financista dos Estaduzunidos, e VENCEU.
E isso que diremos agora quem veiculou foram os mesmos abutrinhos, algumas páginas depois. O cidadão nascido em Santiago, ao lado leste da ilha, não poderia morar sem salvo-conduto governamental na capital. E então a polícia foi despejar gente nessa situação, e foi obrigada pelo povo a desistir.
A multidão gritava que EM CUBA NÃO HÁ DESPEJO!!!

Imaginam o nosso povo tomando atitude assim, quer dizer, defender-se?
Desculpem, eu não vejo.

Buraco sem saída

A cadeia econômica, segundo os próprios financistas, tem seus indicadores. Por exemplo, quando o setor automobilístico está mal das pernas, como ocorre agora, há retração no comércio e toda a economia se faz capengar.
O que não se diz é que tudo aconteceu pela sanha financistas dos “monstrinhos”.
A recuperação da economia não virá por conta de carteiras de crédito, mas por vergonha na cara dos exploradores, e pela compreensão de que a especulação é necessariamente algo muito menor que o trabalho e a produção.
Especulação foi a forma da sem vergonhice de quem detém capital usufruir da mão-de-obra sem pagar e sem ter de entrar em contato com o trabalho.
Dentro disso, a pergunta: como é que os financistas vão “soltar a grana”, liberar o crédito?
E em seguida, uma suposição servirá de resposta dentro do caráter óbvio da coisa: os financistas soltarão a graninha especulando no preço do crédito.
Lá na frente, o buraco não tem saída.

Publicado em: on 9 Novembro, 2008 at 10:55 pm Deixe um comentário
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