Política educacional brasileira

“A USP não tem uma política de admissão”, diz um erradíssimo fascistóide, aqui é tido como caso emblemático da doença da modernidade; continua: “ela deve definir primeiro qual aluno que quer ter e depois montar um exame para selecionar com este perfil”.
Não fosse apenas esse absurdo anti-republicano, vai além: “É assim que se faz em Harvard, por exemplo”.
Caro leitor, é de conhecimento PÚBLICO que a Universidade de S.Paulo é PÚBLICA.
A estes carniceiros não bastou infestá-la com as fundações na década de noventa. Eles querem que a Universidade PÚBLICA selecione seus alunos conforme critérios ARISTOCRÁTICOS!

Política de admissão – ê nominho nojentinho – é o mesmo que excluir os inadmissíveis segundo esse critério da casta aristocrática que abusa do Brasil. Só que estes carniceiros colocam issotudo em um ângulo inverso, como se estivessem de costas, apenas com uma máscara na parte de trás da cabeça como um disfarce, fingindo ser um rosto…

O que Harvard, que não é pública, tem a ver com a USP? Essa pergunta o carniceiro (que, agora entrego, é dono de “universidade” particular…) sequer sonha em responder honestamente.

MAs como é do feitio do governo çapóide, querem se meter em tudo.
O vestibilar das Universidades públicas teriam de seguir cartilhazinha.
E isto faz reacender o brio da ‘autonomia’, propalada e pregada pela Universidade quando o assunto é ela mesma, abstratamente.
Reitores saem bradando que “aqui o estado não interfere”. Mas pode cobrar resultados, aliás deve, pois é do estado que vem o dinheiro PÚBLICO para manter a Universidade PÚBLICA. E isto dizem com o pregador no nariz, cheios de aspas e reticências, fazendo biquinho e deixando escapar as lágrimas de crocodilo.

Assim caminha a “política educacional” brasileira…

Curto-circuito

O governo é de uma intilijência sem limites.
Freia a importação, querendo que o mercado interno dê conta.
Mas o produtor – agrário, de bens de consumo, da indústria, etc – freiou sua produção por causa dos impostos altos (do governo, veja a malandragem do cachorro mordendo o próprio rabo…), da cotação do dólar (pois há o que deve ser importado em tudo o que a indústria globalizada produz, ou seja: CURTO CIRCUITO!), e pra deixar o cenário ainda pior, muitos demitem a torto e a direito.
Não é só a economia que freia o consumo.
O consumo freiado faz os preços subirem.
A inflação voltou, como queríamos demonstrar.

Dragão devorador

Ozeua 16,5 trilhões de dólares mais pobre, ou seja, TREZE PIB´S BRASILEIROS, significa justamente o Dragão sentado sobre o bom tesouro do mundo, e se refestelando com ocidentaizinhos gordinhos de carne tenra e macia.

A China está seca. É a pior em CINCO DÉCADAS.
E há cinquenta anos não havia um bilhão e quatrocentos milhões de chineses esperando da terra o alimento para seu sustento.
Ou seja, o pouco que produziremos por aqui por conta da crise de crédito será vendido para lá.
E, muito provavelmente, aqui irá faltar.

Panis et Circensis

Político não sabe o que é futebol. Pelko menos não o prefeito de Presidente Prudente, que diz esperar que “esse pessoal venha com espírito de paz”, se referindo às torcidas de Corinthians e Parmera, e mais especificamente, o pessoal que saiu da capital em direção à essa longinqüa cidade.
Ora, isto é auto-explicativo quando quisermos concluir que tal sujeito não tem noção do que seja um clássico Corinthians e Parmera.
“Espírito de paz” vem a ser o que?
A única coisa que conheço de paz entre essas duas torcidas é um não falar com outro, quando são amigos ou familiares, durante toda a semana que antecede e a que sucede o clássico; mas isso nem de longe impediria qualquer bate boca ou arranca rabo.

Mas infeliz mesmo é o çapo, que disse, a respeito da estréia em 27 minutos do Gordo Fenômeno, “mais umas três horas de jogo e ele teria marcado”.
Ora, ele não aguentaria mais dez minutos. E mais: A QUALQUER MOMENTO ele poderia, como pode, fazer um ou mais gols.
Compreende a diferença, çapo? Ou você só sabe pensar em “espúrias alianças”?…

Justiça seja feita, ninguém consegue falar bobagens a toda hora.
Esse çapo diz também que azelitezinha se preocupa (a ponto de reclamar dela, obviamente) mais com a melhoria de vida dos pobres que com a latente e vista miséria deles.
E isso é fato; e é típico comportamento de demoníacos tucanocratas.

Doenças morais da modernidade

Que o aborto é um ato de irresponsabilidade que tem por causa somente outro ato de menor irresponsabilidade, não tenhamos dúvida. O ato de abortar é contra a vida, e não podemos postular isso de outra forma, se quisermos dar concretude á discussão. É condenável, não perante Deus (não é neste mérito que vamos expor aqui o problema), mas perante o próprio espírito e consciência.
Uma menina de seis anos ser estuprada pelo padrasto, e aos nove engravidar de gêmeos, é um ato de irresponsabilidade desta família, e tem como ‘atores’ (segundo o sentido do ‘ato’) a mãe, a filha e o pai ‘postiço’. O ator que causa o ato é o pai ‘postiço’, a que sofre é a filha, e a que consente por todos é a própria mãe; ralação moralmente doentia que á a causa de tudo o que virá pela frente e que é mais comum do que se imagina.
Ainda assim, é feita a vista grossa na maioria gigantesca dos casos. A complacência e a ignorância covarde vencem, pela imoralidade doentia que não é combatida.

Para que a vida de uma CRIANÇA seja salva, pois tem dois fetos a lhe depender a sobrevivência, eu um corpo infantil que jamais comportaria dois nenês, sequer dois partos em um, é resolvido que o aborto tem de ser feito.
Sinceramente, ninguém tem nada a ver com isso. Até porque as crianças estupradas de Catanduva estão sendo alvo de bullying em suas escolas. Imagina a criança de nove anos que abortou?
A sociedade já é cruel por si só, ao repelir tais “estranhos”.
A instituição canônica fazê-lo, e assim gerar discussão internacional, torna-se o cúmulo dessa crueldade. É irresponsabilidade sobre a irresponsabilidade, numa crescente avassaladora. A coisa não vai parar por aí.

Mas daí, na campanha anti-aborto, achando que era a hora de demonstrar a ‘rigidez moral’ da instituição canônica de Cristo, um demagogo faz o que lhe permite o direito a ele conferido. Transforma em dever, por conta desta campanha. E excomunga o médico que praticou o aborto.
Aliás, que moral tem esse médico para se dizer católico?, se ser católico presume-se ser contra aborto! Com questões morais não se pode fazer a mesma “salada” que prega o çapo na política. Não se pode acochambrar a ética.

Senão dá nisso que estamos vendo. Em aberrações escrotas, por assim dizer.

Porque se tais estupros de anjos são mais comum do que se imagina, o padre foi irresponsável moralmente e religiosamente ao “acobertar” o padrasto e vaticinar que a “culpada” é a abortadora, e não o causador.
Afinal de contas, o anjo foi jogado à vala do inferno pelo “amigo” padreco, mas o que estuprou o anjo foi salvo, pelo “direito” canônico que ele imagina ter.

Publicado em: on 8 Março, 2009 at 11:38 pm Deixe um comentário
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A cobaia e a bomba-relógio

A ciência revela sua visão mercantilista e predatória quando divulga que foi encontrada uma molécula que “combate doze das dezesseis variedades” dos vírus influenza.
É a mesmíssima bobagem institucionalizada de desmatar a floresta e executar a carnificina do plantation, esgarçando e inutilizando o próprio solo.
É isto que irá fazer essa molécula. Ela desertificará o sistema imunológico, que se tornará parvo e desmobilizado. Mas a indústria que produz ‘ciência’ irá buscar a molécula que dará conta de imunizar a população das novas variantes do influenza, cada vez mais fortes e genocidas? Pode soar catastrofismo, mas a longo prazo é isso mesmo que enfrentarão os nossos netos e bisnetos, se até lá um cataclisma absurdo não dizimar a humanidade. Que está meramente de passagem, lembremo-nos sempre.

A lógica que está regendo a macro política econômica é uma bomba-relógio, e por mais que a cada dia mais gente importante e gabaritada se dê conta, continuará sendo uma bomba-relógio.
Se já temos pouquíssimo tempo para desarmá-la, desarmar se torna mais difícil na medida em que deixamos passar esse tempo.

Mas voltando à saúde pública, quando nasce um filho da favela em Piratininga, para que não haja óbito, é dado um coquetel absurdo de “medicamentos” e vacinas, inclusive substâncias para expandir o pulmão. Isso quando é dado. Aliás, setenta porcento das mortes seriam evitadas se esse devastador procedimento fosse tomado. O que torna o quadro da saúde pública ainda mais tenebroso.
O Brasil, na “indústria da maternidade”, funciona para o mundo como um laboratório. Aqui são testadas vacinas como a do rotavírus, para que se obtenha algum resultado. Nosso povo é usado de cobaia para a “indústria da saúde” mundial.
E como nosso povo é de fato dado a, por exemplo, queimar lixo na rua, se os bebês e as crianças são desde cedo fragilizados nesse sentido, inclusive pela má educação e má alimentação, temos um quadro drástico de saúde pública. Por muito tempo o Brasil se gabou de ter o “melhor coquetel” para AIDS, e de fato poderia se gabar, mas não poderia jamais esquecer que continua sendo cobaia da indústria.

Publicado em: on 2 Março, 2009 at 5:53 am Deixe um comentário
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Existe Povo

A imprença, de modo geral, entrou em um catártico desespero.

Nenhuma crise está grudando no ‘governo’ e os efeitos que essa gente precisaria estar causando. A abutraiada resolveu bradar que as centrais sindicais estão “enferrujadas”.
Ora, o próprio çapo foi o articulador dessa peleguização institucional, aos moldes tucanocratas dos favorecimentos menores para os cargos menores, que protegem os grandes na farra eterna do privatizar o público para si mesmo quando se tem alguma possibilidade real. Já apontávamos no Jornar, a mala velha passa a ser uma fonte de pesquisa.

O brasileiro é descompromissado consigo mesmo, e ao mesmo tempo só se compromete com seu próprio umbigo. E isto soa, mas não é, contraditário.

Existem povos no mundo, porém, que sabem não ser somente pelegos a todo tempo. Miremos o pueblo cubano, que lutou contra um ‘governo’ sanguinário e ditatorial, apoiado na Cosa Nostra e na parte vendida do conservadorismo financista dos Estaduzunidos, e VENCEU.
E isso que diremos agora quem veiculou foram os mesmos abutrinhos, algumas páginas depois. O cidadão nascido em Santiago, ao lado leste da ilha, não poderia morar sem salvo-conduto governamental na capital. E então a polícia foi despejar gente nessa situação, e foi obrigada pelo povo a desistir.
A multidão gritava que EM CUBA NÃO HÁ DESPEJO!!!

Imaginam o nosso povo tomando atitude assim, quer dizer, defender-se?
Desculpem, eu não vejo.

Problemas estruturais na Formação

Pesquisas apontam para o fato de as pessoas estarem procurando menos as carreiras de professores e que formam os professores na fuvest.
Letras, matemática, física, pedagogia, história; tais disciplinas não entram mais no imaginário “popular” como sendo alvo de possíveis profissões a serem exercidas.
Naturalmente, engenharia é um dos cursos que ganharam, em tal imaginário, o status de profissão a ser exercida. Se formos analisar a qualidade dos cursos, não apenas direito, engenharia, medicina, mas todos no geral, veremos que a Educação e o Civismo estão em frangalhos.

Não é à toa que determinada escola particular que se diz “forte” na área literária, que se diz humanista, que se auto-entitula escola que preza pela formação e educação com base nos ensinamentos do Mestre Paulo Freire, vai prescindir de sua biblioteca para o ano que vem. Claro, alegando que está construindo “um prédio novo”, moderno.
Sempre a tal da “modernidade”, veja só.
Fato é que durante um ano nesta escola os livros ficarão em um “depósito”. Este é o tratamento análogo à tal “formação humanista”.
Uma calamidade educacional, portanto.

Enquanto isso o çapo e o vampiro – os mesmos que ajudam a promover essa mentalidade que deseduca – vão transferir esforços para priorizar o ensino técnico. Seria ótimo se não fosse trágico.
O que não entendem é que a raíz da Educação está na formação de professores.
Não adianta colocar o desfavorecido em um curso técnico sendo que ele não tem noção do que está fazendo ali.
A coisa se assemelha à massificação nazista, com certeza, mesmo que esteja aparelhada na falsidade de que isso vai “engrandecer” o ser-humano que terá uma profissão.
Que profissão é essa?
Que ser-humano é esse?
Que educação é essa?

Ensino técnico sem formação humana é como uma árvore sem as folhas; seca, a árvore não irá prosperar. Esta é a imagem dessa nossa sociedade.

Publicado em: on 12 Novembro, 2008 at 5:39 am Comentários (3)
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Educação a distância…

“A USP terá cursos de graduação a distância e usará a formação de professores como experiência.
A indiferença com que se trata a educação formal é algo a se estudar.
Como se não bastasse avacalhar os salários dos professores da educação básica e ignorar as faculdades que vendem formação de quinta categoria, agora se quer massificar a formação de professores da USP.
O governo do PSDB não tem limites quando se trata de economizar no processo educativo. É o Estado mínimo oferecendo a educação mínima.
Será que agora os docentes da USP terão noção de que não estão livres da indiferença educacional desse governo neoliberal?
Só falta agora enviarem cartilhas para os professores-doutores darem aula conforme o modelo.”
TÂNIA GONÇALVES , mestre em filosofia da educação (São Paulo, SP)

Se houvesse um mínimo de discernimento, não apenas nesta tucanocracia (uma dasformas mais nocivas de política que a humanidade já vivenciou), mas na própria sociedade brasileira com um todo, o que é dito nesta carta se tornaria a grita geral imediatamente.

Já não é mais o absurdo da fome, mas o absurdo de deixar a formação do ser humano se transformar em lixo social.

Para depois ser “promovida” a uma assepsia social. O leitor que imagine cada setor de nossa sociedade e perceba isto acontecendo – e não é nada difícil.

Publicado em: on 8 Novembro, 2008 at 7:06 am Deixe um comentário
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