Política educacional brasileira

“A USP não tem uma política de admissão”, diz um erradíssimo fascistóide, aqui é tido como caso emblemático da doença da modernidade; continua: “ela deve definir primeiro qual aluno que quer ter e depois montar um exame para selecionar com este perfil”.
Não fosse apenas esse absurdo anti-republicano, vai além: “É assim que se faz em Harvard, por exemplo”.
Caro leitor, é de conhecimento PÚBLICO que a Universidade de S.Paulo é PÚBLICA.
A estes carniceiros não bastou infestá-la com as fundações na década de noventa. Eles querem que a Universidade PÚBLICA selecione seus alunos conforme critérios ARISTOCRÁTICOS!

Política de admissão – ê nominho nojentinho – é o mesmo que excluir os inadmissíveis segundo esse critério da casta aristocrática que abusa do Brasil. Só que estes carniceiros colocam issotudo em um ângulo inverso, como se estivessem de costas, apenas com uma máscara na parte de trás da cabeça como um disfarce, fingindo ser um rosto…

O que Harvard, que não é pública, tem a ver com a USP? Essa pergunta o carniceiro (que, agora entrego, é dono de “universidade” particular…) sequer sonha em responder honestamente.

MAs como é do feitio do governo çapóide, querem se meter em tudo.
O vestibilar das Universidades públicas teriam de seguir cartilhazinha.
E isto faz reacender o brio da ‘autonomia’, propalada e pregada pela Universidade quando o assunto é ela mesma, abstratamente.
Reitores saem bradando que “aqui o estado não interfere”. Mas pode cobrar resultados, aliás deve, pois é do estado que vem o dinheiro PÚBLICO para manter a Universidade PÚBLICA. E isto dizem com o pregador no nariz, cheios de aspas e reticências, fazendo biquinho e deixando escapar as lágrimas de crocodilo.

Assim caminha a “política educacional” brasileira…

Doenças morais da modernidade

Que o aborto é um ato de irresponsabilidade que tem por causa somente outro ato de menor irresponsabilidade, não tenhamos dúvida. O ato de abortar é contra a vida, e não podemos postular isso de outra forma, se quisermos dar concretude á discussão. É condenável, não perante Deus (não é neste mérito que vamos expor aqui o problema), mas perante o próprio espírito e consciência.
Uma menina de seis anos ser estuprada pelo padrasto, e aos nove engravidar de gêmeos, é um ato de irresponsabilidade desta família, e tem como ‘atores’ (segundo o sentido do ‘ato’) a mãe, a filha e o pai ‘postiço’. O ator que causa o ato é o pai ‘postiço’, a que sofre é a filha, e a que consente por todos é a própria mãe; ralação moralmente doentia que á a causa de tudo o que virá pela frente e que é mais comum do que se imagina.
Ainda assim, é feita a vista grossa na maioria gigantesca dos casos. A complacência e a ignorância covarde vencem, pela imoralidade doentia que não é combatida.

Para que a vida de uma CRIANÇA seja salva, pois tem dois fetos a lhe depender a sobrevivência, eu um corpo infantil que jamais comportaria dois nenês, sequer dois partos em um, é resolvido que o aborto tem de ser feito.
Sinceramente, ninguém tem nada a ver com isso. Até porque as crianças estupradas de Catanduva estão sendo alvo de bullying em suas escolas. Imagina a criança de nove anos que abortou?
A sociedade já é cruel por si só, ao repelir tais “estranhos”.
A instituição canônica fazê-lo, e assim gerar discussão internacional, torna-se o cúmulo dessa crueldade. É irresponsabilidade sobre a irresponsabilidade, numa crescente avassaladora. A coisa não vai parar por aí.

Mas daí, na campanha anti-aborto, achando que era a hora de demonstrar a ‘rigidez moral’ da instituição canônica de Cristo, um demagogo faz o que lhe permite o direito a ele conferido. Transforma em dever, por conta desta campanha. E excomunga o médico que praticou o aborto.
Aliás, que moral tem esse médico para se dizer católico?, se ser católico presume-se ser contra aborto! Com questões morais não se pode fazer a mesma “salada” que prega o çapo na política. Não se pode acochambrar a ética.

Senão dá nisso que estamos vendo. Em aberrações escrotas, por assim dizer.

Porque se tais estupros de anjos são mais comum do que se imagina, o padre foi irresponsável moralmente e religiosamente ao “acobertar” o padrasto e vaticinar que a “culpada” é a abortadora, e não o causador.
Afinal de contas, o anjo foi jogado à vala do inferno pelo “amigo” padreco, mas o que estuprou o anjo foi salvo, pelo “direito” canônico que ele imagina ter.

Publicado em:  on 8 Março, 2009 at 11:38 pm Deixe um comentário
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Mudernidade

Um estudo do Ministério da Saúde dá conta de nos dizer que o “homem moderno” cuida da saúde como o financista cuida do dinheiro dos outros.
Assim, os casos de morte pela conjunção de fatores como tabagismo, sedentarismo, alimentação errada/péssima, são maiores que os casos de qualquer doença gravíssima.

Isto tem tudo a ver com a “modernidade” que preza o técnico ao invés da formação humana.

E tem tudo a ver com a idéia tosca de se importar pneu usado da Europa.
Sim, pode parecer absurdo, mas há projeto tramitando neste sentido, na Câmara e no Senado.
Você compraria sacos de lixo cheios de lixo de seu vizinho?
Pois é isso que pretendem as “nobres” “excelências”. Colocaremos pneus velhos para serem recauchutados, sob o argumento de que o consumidor de ponta “gastaria menos”.
Sim, e mais acidentes ocorreriam pela falta de controle dos veículos.
Os lençóis freáticos se contaminariam.
A saúde se deterioraria, pois borracha demora, em relação a uma vida humana, um pouco mais que uma eternidade para ser processada no ambiente. Fora que a mentalidade de nosso povo reza que lixo deve ser queimado. Aí já viu.

Junta o homem “moderno” com o “estúpido”, dá nisso.

Publicado em:  on 12 Novembro, 2008 at 5:37 am Comentários (1)
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