Se é necessária uma base exemplar para se compreender em que tempo vivemos, e com quais figuras estamos lidando, nos basta atentar para o circo da greve da polícia no Estado de S.Paulo.
A começar pela própria polícia, desacreditada na média da população. O processo de banalização não é de hoje, e tem duas vertentes: banalização da violência nas relações sociais e corrupção generalizada nas relações “econômicas” da política com o “eleitor”.
Não são apenas os delitos e os atos políticos que se rendem à massificação da invalidez social, mas cada ato do ex-cidadão contaminado com tal doença.
Com isso, a greve que se pensa correta e reinvidicatória tem no comando ninguém menos que o profissional de greve que virou deputado, e é um dos grandes formadores de claques – o pimpaulinho da força.
Para chutar o balde, temos na cadeira deste desgoverno um taradíssimo vampiro que faz agora o mesmo que fez com os estudantes há um tempo atrás, e fará com qualquer grupo grevista que se aventure nas claques que são formadas e interpretam greves neste país. O vampiro, segundo os pimpaulhinhos, ouve até torcida organizada, mas não ouve grevistas. E é verdade.
O comando, no Brasil, tende a se render à sociopatite.
A “sociedade” esquece que existe o povo, existem classes sociais e a mídia está aí pra manter a “ordem”.
Tanto é que este assunto não rende o ‘abre’ do caderno principal de política dos jornalhões; são relegados ao meio escuro do caderno que trata de cidade, caderno de assuntos gerais, e de crime.
Não pode ser principal, pois o vampiro demanda a sociopatite da “ordem” midiática.