Falácias e factóides

“A imprensa é irmã siamesa do legislativo”, disse o temeroso deputado que chia, agora, com a exposição das lambanças folgadíssimas dessa gente que se locupleta com nosso sangue e suor.
“Legislativo forte é imprensa forte”, brada esse mesmo temeros, seguindo a toada, um representante de um legislativo caquético, fraquíssimo, sanguessuga. Que sobrevive sobre falcaturas.
E para tentar se redimir de tanta baboseira dita, e de tanta falcatrua feita, “a imprensa faz campanha contra os deputados!”, diz o temeroso.
A imprensa até cria factóides demais, mas não pode criar factóide sobre um vazio. Algo há, sempre, que apoia um factóide.

Mas daí vem uma comandanta, que o desespero çapóide usa para tentar cacifar-se como projeto político duradouro, e usa a frase “o olho do dono engorda o boi” para arrotar que o empaque está gordinho.
Ora, o que está em jogo na frase é a interpretação do dono; ele conta vantagem. Se olhar engordasse de fato, fizesse a plantação crescer e nenê se curar de alguma mazela, a humanidade seria perfeita, dona comandanta dilma.
Mas nem o empaque corresponde à realidade, e nem o olhar faz a interpretação ser realidade.

E ficamos com essa doença das falácias neste país. Como se fosse a cura…

Publicado em:  on 11 Abril, 2009 at 11:44 am Deixe um comentário
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Curto-circuito

O governo é de uma intilijência sem limites.
Freia a importação, querendo que o mercado interno dê conta.
Mas o produtor – agrário, de bens de consumo, da indústria, etc – freiou sua produção por causa dos impostos altos (do governo, veja a malandragem do cachorro mordendo o próprio rabo…), da cotação do dólar (pois há o que deve ser importado em tudo o que a indústria globalizada produz, ou seja: CURTO CIRCUITO!), e pra deixar o cenário ainda pior, muitos demitem a torto e a direito.
Não é só a economia que freia o consumo.
O consumo freiado faz os preços subirem.
A inflação voltou, como queríamos demonstrar.

Desenvolvimento?

Pra que serve esse BNDES?
Para “emprestar” UM BILHÃO NOSSO para uma mineradora multinacional explorar bauxita e alumina em NOSSAS MINAS paraenses e maranhenses?
Para que eles tenham ótimos e polpudos lucros sem precisarem gastar NADA, tomando dinheiro do povo brasileiro, pobre, e criarem infra-estrutura que nós deveríamos criar para nós mesmos, explorarem mão-de-obra analfabeta que deveríamos valorizar por serem CIDADÃOS BRASILEIROS, e depois disso tudo enviarem os lucros e divisas para a matriz, largando aqui o povo burro, com fome, sobre um chão remexido e morto, seco, poeirento e sujo.
Não venham argumentar com a mentira de que estarão “fomentando” qualquer coisa para esta subdesenvolvida Nação Brasileira, pois ela, se empresta o que não tem, é porque é refém.

Não mexer no centro da teia

A quem pretendem enganar esses jornalhões – um deles se diz a serviço do Brasil… – ao se arrogarem a acobertar o grande problema do financismo golpista, na pele de um banqueiro safado?
Ao desviar o foco e colocar na manchete um suposto erro processual do delegado que ousou prender o banqueiro central na trama, os jornalhões cacifam na cabeça do leitor que a figura do delegado é emblemática, para quem ousar mexer no centro desta teia. Pois sofrerá as ‘contrapartidas’, tal qual este protogênico e estrupiado delegado.

Publicado em:  on 12 Novembro, 2008 at 4:46 am Deixe um comentário
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A crise da pêéfe

Gasta-se tempo, tinta, hardware, paciência, ao se falar de controle da PF.

Tudo porque um banqueiro que concentra a teia de relações estapafúrdias da politicagem tupiniquim foi ameaçado por um delegado.

Mas não se fala, de jeito nenhum, que por trás deste descontrole da puliça está o golpismo do embate fingido da politicagem tucano-çapista.

Falta vergonha na cara.

Publicado em:  on 9 Novembro, 2008 at 11:02 pm Deixe um comentário
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Arena de golpismos

Algo foi esquecido, quase não foi notado e foi, ao mesmo tempo , “democraticamente” retirado da pauta. E é coisa que serve ao vampiro e ao çapismo.

O vampiro jogou Piratininga na Arena.

Tal qual aquele clubinho do porfírio fez, os demos irão agora explorar uma falsa imagem.

Aliás, usar apenas “falsa” para descrever a imagem que estão a criar é deixá-la sem contornos. Porque ela parece assim, imbecilizada, e ao povo chega até a ser “gostoso de olhar”.

Trata-se dos bonecões nuncaçabões. Quem teve a desagradável e quase diária visão de um, entende o quanto aquilo é complexo de sentidos; evidentemente leva a lugar nenhum, a não ser à visível alienação, arrogantismos e vampirização da alma que está quase perdida.

Mas o fato que não foi martelado, como foi o “relaxa e goza” e o “toc toc toc”, e mais dúzias de ofensas ainda piores e mais fortes (sob o olhar perigosamente lascivo) que o “é casado?” e o “tem filhos?”.

Aos olhos do povo emburrecido isso soa como uma vingança àquela perua rica. O bonecão vem como complemento, e na verdade é o que a arena – ops!, os demos, conseguem criar.

Um boneco oco. Esta é a grande obrada do vampiro em sua carreira política. Ressuscitou o demo.

O çapismo, por sua vez, irá se aproveitar disso. Nunca se sabe o que este boneco pode apronta, mesmo que pareça uma bonequinha conformada. Na verdade, a barbie não era a perua, mas esse bonecão, que é um alienado no strictu sensu do alienatu.

A perua teria sido muito melhor para Piratininga, como já foi. Mas para quem sobe a Avenida Rebouças de ônibus, e não de carro, evidentemente. O bonecão serviu de desvio de foco para quem usa o bilhete único.

Ela foi derrotada, mas tal qual um rabo de lagartixa, nasce outro no çapismo. Isso não interferirá, muito pelo contrário, e o çapo já até contava com isso e calculava seus ganhos – tanto que provocou. E teve de vir dizer que 2010 está “desvinculado” de 2008, o que é auto-explicativo de maneira torta. Feio foi a vaca amarela tendo de admitir que está mesmo, e entortando a si mesma.

A simbologia é clara: se é assim, o çapo acaba de lhe dar um punhal para que corte os pulsos. A vaca amarela cortou as próprias veias. Irá aos poucos esvair-se em sangue, enfraquecer, diminuir. O çapo, porém, herda toda essa sua estrutura política – que na verdade pertence a ele mesmo.

Por isso mesmo 2010 está separado de 2008: o çapo trabalho para pegar o golpismo nesta arena, na curva do tempo.

Observemos as figuras que o çapo torrou. Pará, Rio Grande do Sul, e por aí vai – e é este o “estadismo” çapal.

Mas o que deixa de nos preocupar, então, é o fato do demo estar sendo desvinculado da arena, a sua genitora sifilítica e golpista. Afinal, o çapismo trabalha para herdar isso lá na frente.

Observemos também as figuras que cercam o vampiro: TODOS são fascistóides, que utilizam argumentos combinados, pré-fabricados pela parte mais fascistóide dos que controlam a mídia. É a revista de maior tiragem que só carrega bobagens dos colonizadores aliciadores, e os jornalhões imprestáveis.

Na verdade são estes que são os demos, e é por isso que o vampiro pôde cometer seu maior crime político: ressucitar o arena travestido de demo há poucos meses, figurado no bonecão demoníaco com ar “pimpão”.

Publicado em:  on 8 Novembro, 2008 at 5:27 am Deixe um comentário
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