As cores são dos olhos que vêem

O britânico Gordon Brown, que chegou atrasado no Museu do Futebol naquele dia, afirma categoricamente que o Consenso de Washington chegou ao fim.
O contexto da frase foi a reunião do G20, quando o çapo apareceu ao lado da rainha-decorativa das terras bretãs.
O que Brown quis dizer com isso foi que uma época deste nosso mundo de humanidade perdida é agora passado. Portanto o presente que se nos apresenta, e o futuro que nos é sinalizado, é uma “nova coisa” histórica? A çoçiedade-umana mudou algum paradigma? Algo mudou no capitalismo carniceiro?

“This is my man”, disse o Negro Imperador do Mundo, o César da contemporaneidade, ao seu truta camarada de fé, çapo da çilva.
Sinaliza, com esse agrado ao ego çapóide, uma vinda para terras tupiniquins com festa nunca antes vista. Diferente da época do Consenso de Washington…

Se contarmos com o calote americano aos cartões de crédito – e acreditem!, isso significa muito mais do que parecesignificar meramente ao sentido de “indicador” – que é o maior calote em 20 anos, ou seja, desde que o tal Consenso “foi posto em prática”, vemos sim que um certo “ciclo” se encerra agora.
O Consenso “deu o que tinha para dar”.
Ozeua agora tem um imperador negro para segurar essa bronca, do FIM DA HEGEMONIA da água carniceira.
Logo mais nesta humanidade perdida teremos um Imperador Chinês montado em um dragão.
Mas, vejam bem, continuaremos vendo os assessores lobbistas corroerem esse sistema “democrático” criado pelo Consenso do Sindicato do Crime Financista, que é o real “consenso”.

Enquanto isso, o çapo empresta dinheiro nosso – QUATRO BILHÕES E MEIO DE DÓLARES – ao FMI, aquele mesmo fundo genocida.

Que humanidade perdida é essa?…

Publicado em: on 11 Abril, 2009 at 11:34 am Deixe um comentário
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Curto-circuito

O governo é de uma intilijência sem limites.
Freia a importação, querendo que o mercado interno dê conta.
Mas o produtor – agrário, de bens de consumo, da indústria, etc – freiou sua produção por causa dos impostos altos (do governo, veja a malandragem do cachorro mordendo o próprio rabo…), da cotação do dólar (pois há o que deve ser importado em tudo o que a indústria globalizada produz, ou seja: CURTO CIRCUITO!), e pra deixar o cenário ainda pior, muitos demitem a torto e a direito.
Não é só a economia que freia o consumo.
O consumo freiado faz os preços subirem.
A inflação voltou, como queríamos demonstrar.

Desenvolvimento?

Pra que serve esse BNDES?
Para “emprestar” UM BILHÃO NOSSO para uma mineradora multinacional explorar bauxita e alumina em NOSSAS MINAS paraenses e maranhenses?
Para que eles tenham ótimos e polpudos lucros sem precisarem gastar NADA, tomando dinheiro do povo brasileiro, pobre, e criarem infra-estrutura que nós deveríamos criar para nós mesmos, explorarem mão-de-obra analfabeta que deveríamos valorizar por serem CIDADÃOS BRASILEIROS, e depois disso tudo enviarem os lucros e divisas para a matriz, largando aqui o povo burro, com fome, sobre um chão remexido e morto, seco, poeirento e sujo.
Não venham argumentar com a mentira de que estarão “fomentando” qualquer coisa para esta subdesenvolvida Nação Brasileira, pois ela, se empresta o que não tem, é porque é refém.

Dragão devorador

Ozeua 16,5 trilhões de dólares mais pobre, ou seja, TREZE PIB´S BRASILEIROS, significa justamente o Dragão sentado sobre o bom tesouro do mundo, e se refestelando com ocidentaizinhos gordinhos de carne tenra e macia.

A China está seca. É a pior em CINCO DÉCADAS.
E há cinquenta anos não havia um bilhão e quatrocentos milhões de chineses esperando da terra o alimento para seu sustento.
Ou seja, o pouco que produziremos por aqui por conta da crise de crédito será vendido para lá.
E, muito provavelmente, aqui irá faltar.

Keynes morreu?

O financial times foi ingênuo o suficiente para estampar “a China pode salvar o mundo” em uma manchete recente. O dragão, sentado sobre o tesouro do mundo como está, dá muita risada e põe ainda mais veneno na moeda podre que permite que corra nas veias financistas deste mundo capitalista erradíssimo.
E diz que pretende estimular sua economia. Ora, é sabido que qualquer crescimento inferior a 7% faz o dragão sentir muita, mas muita fome mesmo. Significa recessão brava.

Enquanto isso o çapinho vem dizer que o problema é especulação.
Não, irrisório prizidente, o problema é a lógica produzida pela mentalidade financista que atinge os governos, e contamina o povo, permitindo aos financistas livre-ação – e portanto a especulação que este çapo aponta como sendo “o problema”. O buraco é muito mais embaixo, e essas reuniões G20 acabam se tornando mera punheta.

E então vem o ex-falecido FMI dizer que apóia a expansão do gasto público.
Cadê Keynes? Morreu?

Publicado em: on 12 Novembro, 2008 at 4:53 am Deixe um comentário
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Não mexer no centro da teia

A quem pretendem enganar esses jornalhões – um deles se diz a serviço do Brasil… – ao se arrogarem a acobertar o grande problema do financismo golpista, na pele de um banqueiro safado?
Ao desviar o foco e colocar na manchete um suposto erro processual do delegado que ousou prender o banqueiro central na trama, os jornalhões cacifam na cabeça do leitor que a figura do delegado é emblemática, para quem ousar mexer no centro desta teia. Pois sofrerá as ‘contrapartidas’, tal qual este protogênico e estrupiado delegado.

Publicado em: on at 4:46 am Deixe um comentário
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Buraco sem saída

A cadeia econômica, segundo os próprios financistas, tem seus indicadores. Por exemplo, quando o setor automobilístico está mal das pernas, como ocorre agora, há retração no comércio e toda a economia se faz capengar.
O que não se diz é que tudo aconteceu pela sanha financistas dos “monstrinhos”.
A recuperação da economia não virá por conta de carteiras de crédito, mas por vergonha na cara dos exploradores, e pela compreensão de que a especulação é necessariamente algo muito menor que o trabalho e a produção.
Especulação foi a forma da sem vergonhice de quem detém capital usufruir da mão-de-obra sem pagar e sem ter de entrar em contato com o trabalho.
Dentro disso, a pergunta: como é que os financistas vão “soltar a grana”, liberar o crédito?
E em seguida, uma suposição servirá de resposta dentro do caráter óbvio da coisa: os financistas soltarão a graninha especulando no preço do crédito.
Lá na frente, o buraco não tem saída.

Publicado em: on 9 Novembro, 2008 at 10:55 pm Deixe um comentário
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Financismo tupiniquim

É culpa de meu ganha-pão que me fez ler essa revista de um milhão de assinantes.
Que é uma das mais pusilânimes da mídia global.
Mas o punctum saliens aqui é que, logo ao virar as primeiras páginas, tal revista quer que o leitor veja uma entrevista. A dessa semana é com os financistas filhos de pais financistas, de famílias dadas à atividade que, como se pode ver na entrevista, se engana ao dizer que “ajudam esse país”.
Tal fusão não cria um gigante, apesar de o tal índice de Basiléia ser o maior do mundo (esse índice significa o total de capital que o banco possui em relação ao total que ele dispõe para empréstimo, e o índice dessa fusão é realmente alto. E de onde veio tanto dinheiro? Exercite seus pensamentos, caro(a) leitor(a)!).
Cria, isso sim, um monstro financista que tentará engolir os outros monstrinhos. Esse papo de identidade é coisinha de quem acha que tem algum controle “familiar”. E “capitalização de mercado” é termo que pode ser substituído por exploração pirata de consumidores indefesos, correntistas falidos e sacanagens financistas baseadas nas taxas escorchantes, tanto de juros quanto de serviços.

Mas o leitor da revista é preparado para ser convencido de que isso é muito bom.
Povo? Que povo?

Publicado em: on at 10:40 pm Deixe um comentário
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Obama e a crise

“Os EUA fazem a coisa certa depois de esgotadas todas as outras alternativas”  (Churchill)

Fato é que essa crise fez renascer o zumbi FMI. E dela veio a idéia da Russia de propor um bloco para neutralizar ozeua. Renasce a tentativa de reerguer o keynezianizmo, que busca confiança em política econômica, para que o povo se convença do que segue abaixo.

E o governo çapóide, que remava nas águas calmas do mundo finaçóide e da herança maldita, não faz a mínima idéia de como lidar com esta crise. Ruim para nós e ótimo para os abutres banqueiros e financistas. Porque o governo federal libera compulsórios para ampliar o crédito (para quem?), e os financistas usam este dinheiro, e a rigor é dinheiro público, do povo, para comprar títulos da dívida pública – do povo.

Neste cenário, um negro sobe na cadeira presidencial dozeua. Se forem corretas as assertivas dos adversários durante a campanha de Obama, um ’socialista’ está lá. O Império ganha mais respeito no mundo, depois do desastre bushitesco, armamentício-financístico. “God bless Obama Hussein”.

Que poderia começar no simbolismo. Reconstruir a cidade que expressa como nenhuma outra a cultura verdadeira do Império: New Orleans.

Aliás, Obama chega cheio de simbolismo, a começar por uma arte; são os dois pés vistos de cima, uma mão empunhando arma e cada pé com um tiro, um furo de onde esvai sangue. Acima dos pés, “2000″ e “2004″, significando a “era bushit”; e 2008 acompanhado por uma interrogação. Que tem razão de ser, pois o marketing político de Obama foi fantástico, e até por isso se configura uma incógnita. O mais notável em Obama foi a quantidade de eleitores jovens, uma parcela pequena de protestantes e a grande maioria feminina.

Enquanto isso o çapo se compara a ele. Com razão: Obama já prometeu mais trezentos bilhões para aplacar a fúria finançóide…

Publicado em: on 8 Novembro, 2008 at 9:08 am Comentários (1)
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