Doenças morais da modernidade

Que o aborto é um ato de irresponsabilidade que tem por causa somente outro ato de menor irresponsabilidade, não tenhamos dúvida. O ato de abortar é contra a vida, e não podemos postular isso de outra forma, se quisermos dar concretude á discussão. É condenável, não perante Deus (não é neste mérito que vamos expor aqui o problema), mas perante o próprio espírito e consciência.
Uma menina de seis anos ser estuprada pelo padrasto, e aos nove engravidar de gêmeos, é um ato de irresponsabilidade desta família, e tem como ‘atores’ (segundo o sentido do ‘ato’) a mãe, a filha e o pai ‘postiço’. O ator que causa o ato é o pai ‘postiço’, a que sofre é a filha, e a que consente por todos é a própria mãe; ralação moralmente doentia que á a causa de tudo o que virá pela frente e que é mais comum do que se imagina.
Ainda assim, é feita a vista grossa na maioria gigantesca dos casos. A complacência e a ignorância covarde vencem, pela imoralidade doentia que não é combatida.

Para que a vida de uma CRIANÇA seja salva, pois tem dois fetos a lhe depender a sobrevivência, eu um corpo infantil que jamais comportaria dois nenês, sequer dois partos em um, é resolvido que o aborto tem de ser feito.
Sinceramente, ninguém tem nada a ver com isso. Até porque as crianças estupradas de Catanduva estão sendo alvo de bullying em suas escolas. Imagina a criança de nove anos que abortou?
A sociedade já é cruel por si só, ao repelir tais “estranhos”.
A instituição canônica fazê-lo, e assim gerar discussão internacional, torna-se o cúmulo dessa crueldade. É irresponsabilidade sobre a irresponsabilidade, numa crescente avassaladora. A coisa não vai parar por aí.

Mas daí, na campanha anti-aborto, achando que era a hora de demonstrar a ‘rigidez moral’ da instituição canônica de Cristo, um demagogo faz o que lhe permite o direito a ele conferido. Transforma em dever, por conta desta campanha. E excomunga o médico que praticou o aborto.
Aliás, que moral tem esse médico para se dizer católico?, se ser católico presume-se ser contra aborto! Com questões morais não se pode fazer a mesma “salada” que prega o çapo na política. Não se pode acochambrar a ética.

Senão dá nisso que estamos vendo. Em aberrações escrotas, por assim dizer.

Porque se tais estupros de anjos são mais comum do que se imagina, o padre foi irresponsável moralmente e religiosamente ao “acobertar” o padrasto e vaticinar que a “culpada” é a abortadora, e não o causador.
Afinal de contas, o anjo foi jogado à vala do inferno pelo “amigo” padreco, mas o que estuprou o anjo foi salvo, pelo “direito” canônico que ele imagina ter.

Publicado em:  on 8 Março, 2009 at 11:38 pm Deixe um comentário
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