O britânico Gordon Brown, que chegou atrasado no Museu do Futebol naquele dia, afirma categoricamente que o Consenso de Washington chegou ao fim.
O contexto da frase foi a reunião do G20, quando o çapo apareceu ao lado da rainha-decorativa das terras bretãs.
O que Brown quis dizer com isso foi que uma época deste nosso mundo de humanidade perdida é agora passado. Portanto o presente que se nos apresenta, e o futuro que nos é sinalizado, é uma “nova coisa” histórica? A çoçiedade-umana mudou algum paradigma? Algo mudou no capitalismo carniceiro?
“This is my man”, disse o Negro Imperador do Mundo, o César da contemporaneidade, ao seu truta camarada de fé, çapo da çilva.
Sinaliza, com esse agrado ao ego çapóide, uma vinda para terras tupiniquins com festa nunca antes vista. Diferente da época do Consenso de Washington…
Se contarmos com o calote americano aos cartões de crédito – e acreditem!, isso significa muito mais do que parecesignificar meramente ao sentido de “indicador” – que é o maior calote em 20 anos, ou seja, desde que o tal Consenso “foi posto em prática”, vemos sim que um certo “ciclo” se encerra agora.
O Consenso “deu o que tinha para dar”.
Ozeua agora tem um imperador negro para segurar essa bronca, do FIM DA HEGEMONIA da água carniceira.
Logo mais nesta humanidade perdida teremos um Imperador Chinês montado em um dragão.
Mas, vejam bem, continuaremos vendo os assessores lobbistas corroerem esse sistema “democrático” criado pelo Consenso do Sindicato do Crime Financista, que é o real “consenso”.
Enquanto isso, o çapo empresta dinheiro nosso – QUATRO BILHÕES E MEIO DE DÓLARES – ao FMI, aquele mesmo fundo genocida.
O governo é de uma intilijência sem limites.
Freia a importação, querendo que o mercado interno dê conta.
Mas o produtor – agrário, de bens de consumo, da indústria, etc – freiou sua produção por causa dos impostos altos (do governo, veja a malandragem do cachorro mordendo o próprio rabo…), da cotação do dólar (pois há o que deve ser importado em tudo o que a indústria globalizada produz, ou seja: CURTO CIRCUITO!), e pra deixar o cenário ainda pior, muitos demitem a torto e a direito.
Não é só a economia que freia o consumo.
O consumo freiado faz os preços subirem.
A inflação voltou, como queríamos demonstrar.
Pra que serve esse BNDES?
Para “emprestar” UM BILHÃO NOSSO para uma mineradora multinacional explorar bauxita e alumina em NOSSAS MINAS paraenses e maranhenses?
Para que eles tenham ótimos e polpudos lucros sem precisarem gastar NADA, tomando dinheiro do povo brasileiro, pobre, e criarem infra-estrutura que nós deveríamos criar para nós mesmos, explorarem mão-de-obra analfabeta que deveríamos valorizar por serem CIDADÃOS BRASILEIROS, e depois disso tudo enviarem os lucros e divisas para a matriz, largando aqui o povo burro, com fome, sobre um chão remexido e morto, seco, poeirento e sujo.
Não venham argumentar com a mentira de que estarão “fomentando” qualquer coisa para esta subdesenvolvida Nação Brasileira, pois ela, se empresta o que não tem, é porque é refém.
Ozeua 16,5 trilhões de dólares mais pobre, ou seja, TREZE PIB´S BRASILEIROS, significa justamente o Dragão sentado sobre o bom tesouro do mundo, e se refestelando com ocidentaizinhos gordinhos de carne tenra e macia.
A China está seca. É a pior em CINCO DÉCADAS.
E há cinquenta anos não havia um bilhão e quatrocentos milhões de chineses esperando da terra o alimento para seu sustento.
Ou seja, o pouco que produziremos por aqui por conta da crise de crédito será vendido para lá.
E, muito provavelmente, aqui irá faltar.
Luiz Gonzaga é por justiça tido como o Rei do Baião. Isso significa que boa parte da cultura sertaneja nordestina se apóia em, e é a base de sua própria obra. Que é brilhante, genial e crítica, como a Cultura Popular tem de ser.
Crítica é essa trilogia que aqui se destaca do conjunto da criação de Gonzagão. Ainda que fosse casual, que não houvesse propositalmente uma trilogia, e provavelmente não haja intenção imediata do autor – quem saberia?, além de Asa Branca, e da Volta da Asa Branca, temos o Assum Preto.
Vamos então buscar o nexo desta trilogia usando um método que os artista populares de um tempo onde havia cultura popular desde cedo aprendiam; a dialética.
Sem sofisticação alguma, mas com a decência que cabe à arte, a tese, a antítese e a síntese se colocam sob a forma destas três músicas. Que aqui se tornam meros poemas, para que possamos vislumbrar o que está sendo colocado.
“Quando olhei a terra ardendo”, diz o sertanejo, ele vai-se embora do sertão. Asa Branca é a história do sertanejo que larga sua terrinha, família e vai ser migrante, errante, sem destino. Não sabe mesmo o que irá fazer, como irá fazer, nem onde estará. Sabe apenas que seu sertão esturricou, que não pode passar fome e não se deixará morrer.
Mas quando os verdes dos olhos de Rosinha cair, e a terra molhar, e a plantação vingar, ele estará lá, em seu sertão sofredor. “Sertão das muié fera, dos home trabaiador”
Tivemos a tese, portanto. É a necessidade de sair da indústria da seca, buscar sustento na capital, ou no sul do Brasil. Foi essa mesma a vivência de Luiz Gonzaga, foi isso que ele viu acontecer no sertão, e é sobre isso que a arte dele iria, ou poderia, falar. Muitas léguas distante, espera o sertanejo cair a chuva. Espera a notícia da chuva com um anseio familiar e cruel.
Familiar porque faz parte dele, é a constituição cultural, a vivência, a própria vida e o próprio ser do sertanejo; e cruel por todas as relações de poder e mercantis que existem permeando esta indústria da seca.
E então chegam aos seus ouvidos os barulhos de três dias de relâmpagos…
O sertanejo ruma pro norte, pensando num mundo idílico.
Uma verdadeira Utopia.
Eis então a antítese. Ele sonha com as cachoeiras, com o mato do quintal, das serras, dos campos de seu sertão, e o seu povo alegre festejando a abundância.
A Asa Branca volta para o seu sertão, carregando em seu peito a esperança do mundo melhor. Uma antítese que terá a conclusão mais perversa possível.
É com a mata em flor, e preso na própria abundância, que o sertanejo passa a ser um Assum Preto, cegado para cantar melhor em sua sina.
Sua cor inverteu, há a prisão da cegueira, as amarras do coronel que lhe tomou a terra na indústria da seca. Como o Assum Preto, ele agora não é mais livre. Terá de agradar sempre aquele que lhe furou os olhos. Tem que trabalhar para manter sua fome e não morrer.
O sertão acabou sendo o pesadelo daquele sonho de esperança.
A necessidade virou esperança que virou desilusão. As amarras do coronel são tão fortes e tão cruéis que este sertanejo reflete se se fossem apenas grilhões, desde que ele pudesse ver o céu, seria melhor seu destino. Ele vive “solto” e não pode sair voando. É o pobre do João Grilo, que tem que se virar do mesmo jeito, com esperteza na maioria das vezes. Mil vezes a cadeia que servir de capacho pra coronel. “Banditismo por necessidade, banditismo por pura maldade”, diria tempos depois o Chico Science.
E, trocando em miúdos, é essa a História do Povo Brasileiro – o que não significa que seja a História do Brasil, que é ainda mais perversa que isso.
Tudo em vorta é só beleza
Sol de Abril e a mata em frô
Mas Assum Preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dor
Tarveiz por ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantá mió
Assum Preto veve sorto
Mas num pode avuá
Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá
Assum Preto, o meu cantar
É tão triste como o teu
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus…
Um estudo do Ministério da Saúde dá conta de nos dizer que o “homem moderno” cuida da saúde como o financista cuida do dinheiro dos outros.
Assim, os casos de morte pela conjunção de fatores como tabagismo, sedentarismo, alimentação errada/péssima, são maiores que os casos de qualquer doença gravíssima.
Isto tem tudo a ver com a “modernidade” que preza o técnico ao invés da formação humana.
E tem tudo a ver com a idéia tosca de se importar pneu usado da Europa.
Sim, pode parecer absurdo, mas há projeto tramitando neste sentido, na Câmara e no Senado.
Você compraria sacos de lixo cheios de lixo de seu vizinho?
Pois é isso que pretendem as “nobres” “excelências”. Colocaremos pneus velhos para serem recauchutados, sob o argumento de que o consumidor de ponta “gastaria menos”.
Sim, e mais acidentes ocorreriam pela falta de controle dos veículos.
Os lençóis freáticos se contaminariam.
A saúde se deterioraria, pois borracha demora, em relação a uma vida humana, um pouco mais que uma eternidade para ser processada no ambiente. Fora que a mentalidade de nosso povo reza que lixo deve ser queimado. Aí já viu.
Junta o homem “moderno” com o “estúpido”, dá nisso.
O financial times foi ingênuo o suficiente para estampar “a China pode salvar o mundo” em uma manchete recente. O dragão, sentado sobre o tesouro do mundo como está, dá muita risada e põe ainda mais veneno na moeda podre que permite que corra nas veias financistas deste mundo capitalista erradíssimo.
E diz que pretende estimular sua economia. Ora, é sabido que qualquer crescimento inferior a 7% faz o dragão sentir muita, mas muita fome mesmo. Significa recessão brava.
Enquanto isso o çapinho vem dizer que o problema é especulação.
Não, irrisório prizidente, o problema é a lógica produzida pela mentalidade financista que atinge os governos, e contamina o povo, permitindo aos financistas livre-ação – e portanto a especulação que este çapo aponta como sendo “o problema”. O buraco é muito mais embaixo, e essas reuniões G20 acabam se tornando mera punheta.
E então vem o ex-falecido FMI dizer que apóia a expansão do gasto público.
Cadê Keynes? Morreu?
A cadeia econômica, segundo os próprios financistas, tem seus indicadores. Por exemplo, quando o setor automobilístico está mal das pernas, como ocorre agora, há retração no comércio e toda a economia se faz capengar.
O que não se diz é que tudo aconteceu pela sanha financistas dos “monstrinhos”.
A recuperação da economia não virá por conta de carteiras de crédito, mas por vergonha na cara dos exploradores, e pela compreensão de que a especulação é necessariamente algo muito menor que o trabalho e a produção.
Especulação foi a forma da sem vergonhice de quem detém capital usufruir da mão-de-obra sem pagar e sem ter de entrar em contato com o trabalho.
Dentro disso, a pergunta: como é que os financistas vão “soltar a grana”, liberar o crédito?
E em seguida, uma suposição servirá de resposta dentro do caráter óbvio da coisa: os financistas soltarão a graninha especulando no preço do crédito.
Lá na frente, o buraco não tem saída.
“Os EUA fazem a coisa certa depois de esgotadas todas as outras alternativas” (Churchill)
Fato é que essa crise fez renascer o zumbi FMI. E dela veio a idéia da Russia de propor um bloco para neutralizar ozeua. Renasce a tentativa de reerguer o keynezianizmo, que busca confiança em política econômica, para que o povo se convença do que segue abaixo.
E o governo çapóide, que remava nas águas calmas do mundo finaçóide e da herança maldita, não faz a mínima idéia de como lidar com esta crise. Ruim para nós e ótimo para os abutres banqueiros e financistas. Porque o governo federal libera compulsórios para ampliar o crédito (para quem?), e os financistas usam este dinheiro, e a rigor é dinheiro público, do povo, para comprar títulos da dívida pública – do povo.
Neste cenário, um negro sobe na cadeira presidencial dozeua. Se forem corretas as assertivas dos adversários durante a campanha de Obama, um ’socialista’ está lá. O Império ganha mais respeito no mundo, depois do desastre bushitesco, armamentício-financístico. “God bless Obama Hussein”.
Que poderia começar no simbolismo. Reconstruir a cidade que expressa como nenhuma outra a cultura verdadeira do Império: New Orleans.
Aliás, Obama chega cheio de simbolismo, a começar por uma arte; são os dois pés vistos de cima, uma mão empunhando arma e cada pé com um tiro, um furo de onde esvai sangue. Acima dos pés, “2000″ e “2004″, significando a “era bushit”; e 2008 acompanhado por uma interrogação. Que tem razão de ser, pois o marketing político de Obama foi fantástico, e até por isso se configura uma incógnita. O mais notável em Obama foi a quantidade de eleitores jovens, uma parcela pequena de protestantes e a grande maioria feminina.
Enquanto isso o çapo se compara a ele. Com razão: Obama já prometeu mais trezentos bilhões para aplacar a fúria finançóide…
Quem já conhecia o Jornar se sentirá à vontade, e quem não conhecia poderá se sentir.
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