Arena de golpismos

Algo foi esquecido, quase não foi notado e foi, ao mesmo tempo , “democraticamente” retirado da pauta. E é coisa que serve ao vampiro e ao çapismo.

O vampiro jogou Piratininga na Arena.

Tal qual aquele clubinho do porfírio fez, os demos irão agora explorar uma falsa imagem.

Aliás, usar apenas “falsa” para descrever a imagem que estão a criar é deixá-la sem contornos. Porque ela parece assim, imbecilizada, e ao povo chega até a ser “gostoso de olhar”.

Trata-se dos bonecões nuncaçabões. Quem teve a desagradável e quase diária visão de um, entende o quanto aquilo é complexo de sentidos; evidentemente leva a lugar nenhum, a não ser à visível alienação, arrogantismos e vampirização da alma que está quase perdida.

Mas o fato que não foi martelado, como foi o “relaxa e goza” e o “toc toc toc”, e mais dúzias de ofensas ainda piores e mais fortes (sob o olhar perigosamente lascivo) que o “é casado?” e o “tem filhos?”.

Aos olhos do povo emburrecido isso soa como uma vingança àquela perua rica. O bonecão vem como complemento, e na verdade é o que a arena – ops!, os demos, conseguem criar.

Um boneco oco. Esta é a grande obrada do vampiro em sua carreira política. Ressuscitou o demo.

O çapismo, por sua vez, irá se aproveitar disso. Nunca se sabe o que este boneco pode apronta, mesmo que pareça uma bonequinha conformada. Na verdade, a barbie não era a perua, mas esse bonecão, que é um alienado no strictu sensu do alienatu.

A perua teria sido muito melhor para Piratininga, como já foi. Mas para quem sobe a Avenida Rebouças de ônibus, e não de carro, evidentemente. O bonecão serviu de desvio de foco para quem usa o bilhete único.

Ela foi derrotada, mas tal qual um rabo de lagartixa, nasce outro no çapismo. Isso não interferirá, muito pelo contrário, e o çapo já até contava com isso e calculava seus ganhos – tanto que provocou. E teve de vir dizer que 2010 está “desvinculado” de 2008, o que é auto-explicativo de maneira torta. Feio foi a vaca amarela tendo de admitir que está mesmo, e entortando a si mesma.

A simbologia é clara: se é assim, o çapo acaba de lhe dar um punhal para que corte os pulsos. A vaca amarela cortou as próprias veias. Irá aos poucos esvair-se em sangue, enfraquecer, diminuir. O çapo, porém, herda toda essa sua estrutura política – que na verdade pertence a ele mesmo.

Por isso mesmo 2010 está separado de 2008: o çapo trabalho para pegar o golpismo nesta arena, na curva do tempo.

Observemos as figuras que o çapo torrou. Pará, Rio Grande do Sul, e por aí vai – e é este o “estadismo” çapal.

Mas o que deixa de nos preocupar, então, é o fato do demo estar sendo desvinculado da arena, a sua genitora sifilítica e golpista. Afinal, o çapismo trabalha para herdar isso lá na frente.

Observemos também as figuras que cercam o vampiro: TODOS são fascistóides, que utilizam argumentos combinados, pré-fabricados pela parte mais fascistóide dos que controlam a mídia. É a revista de maior tiragem que só carrega bobagens dos colonizadores aliciadores, e os jornalhões imprestáveis.

Na verdade são estes que são os demos, e é por isso que o vampiro pôde cometer seu maior crime político: ressucitar o arena travestido de demo há poucos meses, figurado no bonecão demoníaco com ar “pimpão”.

Publicado em: on 8 Novembro, 2008 at 5:27 am Deixe um comentário
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