Curto-circuito

O governo é de uma intilijência sem limites.
Freia a importação, querendo que o mercado interno dê conta.
Mas o produtor – agrário, de bens de consumo, da indústria, etc – freiou sua produção por causa dos impostos altos (do governo, veja a malandragem do cachorro mordendo o próprio rabo…), da cotação do dólar (pois há o que deve ser importado em tudo o que a indústria globalizada produz, ou seja: CURTO CIRCUITO!), e pra deixar o cenário ainda pior, muitos demitem a torto e a direito.
Não é só a economia que freia o consumo.
O consumo freiado faz os preços subirem.
A inflação voltou, como queríamos demonstrar.

Desenvolvimento?

Pra que serve esse BNDES?
Para “emprestar” UM BILHÃO NOSSO para uma mineradora multinacional explorar bauxita e alumina em NOSSAS MINAS paraenses e maranhenses?
Para que eles tenham ótimos e polpudos lucros sem precisarem gastar NADA, tomando dinheiro do povo brasileiro, pobre, e criarem infra-estrutura que nós deveríamos criar para nós mesmos, explorarem mão-de-obra analfabeta que deveríamos valorizar por serem CIDADÃOS BRASILEIROS, e depois disso tudo enviarem os lucros e divisas para a matriz, largando aqui o povo burro, com fome, sobre um chão remexido e morto, seco, poeirento e sujo.
Não venham argumentar com a mentira de que estarão “fomentando” qualquer coisa para esta subdesenvolvida Nação Brasileira, pois ela, se empresta o que não tem, é porque é refém.

Doenças morais da modernidade

Que o aborto é um ato de irresponsabilidade que tem por causa somente outro ato de menor irresponsabilidade, não tenhamos dúvida. O ato de abortar é contra a vida, e não podemos postular isso de outra forma, se quisermos dar concretude á discussão. É condenável, não perante Deus (não é neste mérito que vamos expor aqui o problema), mas perante o próprio espírito e consciência.
Uma menina de seis anos ser estuprada pelo padrasto, e aos nove engravidar de gêmeos, é um ato de irresponsabilidade desta família, e tem como ‘atores’ (segundo o sentido do ‘ato’) a mãe, a filha e o pai ‘postiço’. O ator que causa o ato é o pai ‘postiço’, a que sofre é a filha, e a que consente por todos é a própria mãe; ralação moralmente doentia que á a causa de tudo o que virá pela frente e que é mais comum do que se imagina.
Ainda assim, é feita a vista grossa na maioria gigantesca dos casos. A complacência e a ignorância covarde vencem, pela imoralidade doentia que não é combatida.

Para que a vida de uma CRIANÇA seja salva, pois tem dois fetos a lhe depender a sobrevivência, eu um corpo infantil que jamais comportaria dois nenês, sequer dois partos em um, é resolvido que o aborto tem de ser feito.
Sinceramente, ninguém tem nada a ver com isso. Até porque as crianças estupradas de Catanduva estão sendo alvo de bullying em suas escolas. Imagina a criança de nove anos que abortou?
A sociedade já é cruel por si só, ao repelir tais “estranhos”.
A instituição canônica fazê-lo, e assim gerar discussão internacional, torna-se o cúmulo dessa crueldade. É irresponsabilidade sobre a irresponsabilidade, numa crescente avassaladora. A coisa não vai parar por aí.

Mas daí, na campanha anti-aborto, achando que era a hora de demonstrar a ‘rigidez moral’ da instituição canônica de Cristo, um demagogo faz o que lhe permite o direito a ele conferido. Transforma em dever, por conta desta campanha. E excomunga o médico que praticou o aborto.
Aliás, que moral tem esse médico para se dizer católico?, se ser católico presume-se ser contra aborto! Com questões morais não se pode fazer a mesma “salada” que prega o çapo na política. Não se pode acochambrar a ética.

Senão dá nisso que estamos vendo. Em aberrações escrotas, por assim dizer.

Porque se tais estupros de anjos são mais comum do que se imagina, o padre foi irresponsável moralmente e religiosamente ao “acobertar” o padrasto e vaticinar que a “culpada” é a abortadora, e não o causador.
Afinal de contas, o anjo foi jogado à vala do inferno pelo “amigo” padreco, mas o que estuprou o anjo foi salvo, pelo “direito” canônico que ele imagina ter.

Publicado em:  on 8 Março, 2009 at 11:38 pm Deixe um comentário
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Existe Povo

A imprença, de modo geral, entrou em um catártico desespero.

Nenhuma crise está grudando no ‘governo’ e os efeitos que essa gente precisaria estar causando. A abutraiada resolveu bradar que as centrais sindicais estão “enferrujadas”.
Ora, o próprio çapo foi o articulador dessa peleguização institucional, aos moldes tucanocratas dos favorecimentos menores para os cargos menores, que protegem os grandes na farra eterna do privatizar o público para si mesmo quando se tem alguma possibilidade real. Já apontávamos no Jornar, a mala velha passa a ser uma fonte de pesquisa.

O brasileiro é descompromissado consigo mesmo, e ao mesmo tempo só se compromete com seu próprio umbigo. E isto soa, mas não é, contraditário.

Existem povos no mundo, porém, que sabem não ser somente pelegos a todo tempo. Miremos o pueblo cubano, que lutou contra um ‘governo’ sanguinário e ditatorial, apoiado na Cosa Nostra e na parte vendida do conservadorismo financista dos Estaduzunidos, e VENCEU.
E isso que diremos agora quem veiculou foram os mesmos abutrinhos, algumas páginas depois. O cidadão nascido em Santiago, ao lado leste da ilha, não poderia morar sem salvo-conduto governamental na capital. E então a polícia foi despejar gente nessa situação, e foi obrigada pelo povo a desistir.
A multidão gritava que EM CUBA NÃO HÁ DESPEJO!!!

Imaginam o nosso povo tomando atitude assim, quer dizer, defender-se?
Desculpem, eu não vejo.

Problemas estruturais na Formação

Pesquisas apontam para o fato de as pessoas estarem procurando menos as carreiras de professores e que formam os professores na fuvest.
Letras, matemática, física, pedagogia, história; tais disciplinas não entram mais no imaginário “popular” como sendo alvo de possíveis profissões a serem exercidas.
Naturalmente, engenharia é um dos cursos que ganharam, em tal imaginário, o status de profissão a ser exercida. Se formos analisar a qualidade dos cursos, não apenas direito, engenharia, medicina, mas todos no geral, veremos que a Educação e o Civismo estão em frangalhos.

Não é à toa que determinada escola particular que se diz “forte” na área literária, que se diz humanista, que se auto-entitula escola que preza pela formação e educação com base nos ensinamentos do Mestre Paulo Freire, vai prescindir de sua biblioteca para o ano que vem. Claro, alegando que está construindo “um prédio novo”, moderno.
Sempre a tal da “modernidade”, veja só.
Fato é que durante um ano nesta escola os livros ficarão em um “depósito”. Este é o tratamento análogo à tal “formação humanista”.
Uma calamidade educacional, portanto.

Enquanto isso o çapo e o vampiro – os mesmos que ajudam a promover essa mentalidade que deseduca – vão transferir esforços para priorizar o ensino técnico. Seria ótimo se não fosse trágico.
O que não entendem é que a raíz da Educação está na formação de professores.
Não adianta colocar o desfavorecido em um curso técnico sendo que ele não tem noção do que está fazendo ali.
A coisa se assemelha à massificação nazista, com certeza, mesmo que esteja aparelhada na falsidade de que isso vai “engrandecer” o ser-humano que terá uma profissão.
Que profissão é essa?
Que ser-humano é esse?
Que educação é essa?

Ensino técnico sem formação humana é como uma árvore sem as folhas; seca, a árvore não irá prosperar. Esta é a imagem dessa nossa sociedade.

Publicado em:  on 12 Novembro, 2008 at 5:39 am Comentários (3)
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Não mexer no centro da teia

A quem pretendem enganar esses jornalhões – um deles se diz a serviço do Brasil… – ao se arrogarem a acobertar o grande problema do financismo golpista, na pele de um banqueiro safado?
Ao desviar o foco e colocar na manchete um suposto erro processual do delegado que ousou prender o banqueiro central na trama, os jornalhões cacifam na cabeça do leitor que a figura do delegado é emblemática, para quem ousar mexer no centro desta teia. Pois sofrerá as ‘contrapartidas’, tal qual este protogênico e estrupiado delegado.

Publicado em:  on at 4:46 am Deixe um comentário
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Buraco sem saída

A cadeia econômica, segundo os próprios financistas, tem seus indicadores. Por exemplo, quando o setor automobilístico está mal das pernas, como ocorre agora, há retração no comércio e toda a economia se faz capengar.
O que não se diz é que tudo aconteceu pela sanha financistas dos “monstrinhos”.
A recuperação da economia não virá por conta de carteiras de crédito, mas por vergonha na cara dos exploradores, e pela compreensão de que a especulação é necessariamente algo muito menor que o trabalho e a produção.
Especulação foi a forma da sem vergonhice de quem detém capital usufruir da mão-de-obra sem pagar e sem ter de entrar em contato com o trabalho.
Dentro disso, a pergunta: como é que os financistas vão “soltar a grana”, liberar o crédito?
E em seguida, uma suposição servirá de resposta dentro do caráter óbvio da coisa: os financistas soltarão a graninha especulando no preço do crédito.
Lá na frente, o buraco não tem saída.

Publicado em:  on 9 Novembro, 2008 at 10:55 pm Deixe um comentário
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