Pesquisas apontam para o fato de as pessoas estarem procurando menos as carreiras de professores e que formam os professores na fuvest.
Letras, matemática, física, pedagogia, história; tais disciplinas não entram mais no imaginário “popular” como sendo alvo de possíveis profissões a serem exercidas.
Naturalmente, engenharia é um dos cursos que ganharam, em tal imaginário, o status de profissão a ser exercida. Se formos analisar a qualidade dos cursos, não apenas direito, engenharia, medicina, mas todos no geral, veremos que a Educação e o Civismo estão em frangalhos.
Não é à toa que determinada escola particular que se diz “forte” na área literária, que se diz humanista, que se auto-entitula escola que preza pela formação e educação com base nos ensinamentos do Mestre Paulo Freire, vai prescindir de sua biblioteca para o ano que vem. Claro, alegando que está construindo “um prédio novo”, moderno.
Sempre a tal da “modernidade”, veja só.
Fato é que durante um ano nesta escola os livros ficarão em um “depósito”. Este é o tratamento análogo à tal “formação humanista”.
Uma calamidade educacional, portanto.
Enquanto isso o çapo e o vampiro – os mesmos que ajudam a promover essa mentalidade que deseduca – vão transferir esforços para priorizar o ensino técnico. Seria ótimo se não fosse trágico.
O que não entendem é que a raíz da Educação está na formação de professores.
Não adianta colocar o desfavorecido em um curso técnico sendo que ele não tem noção do que está fazendo ali.
A coisa se assemelha à massificação nazista, com certeza, mesmo que esteja aparelhada na falsidade de que isso vai “engrandecer” o ser-humano que terá uma profissão.
Que profissão é essa?
Que ser-humano é esse?
Que educação é essa?
Ensino técnico sem formação humana é como uma árvore sem as folhas; seca, a árvore não irá prosperar. Esta é a imagem dessa nossa sociedade.
ui…………
voltarei a universidade ano que vem para cursar..historia. dessa vez, porem, por puro prazer. compartilho de suas preocupaçoes.
É Fi, lí atrasada esse post… mas mesmo assim gostaria de lhe dizer que ao longo deste ano que finda estive coordenando a modalidade: Ensino Médio Integrado a Formação Profissional Técnica em Informática (curso pioneiro na Escola em que trabalhei e no Estado de MT) e concordo com sua análise. Queria conversar mais sobre o assunto, mas pessoalmente.
Qto à escola que abdica da biblioteca para reformar o prédio, é preciso pesar se vale a pena matricular os filhos nela e pagar a exorbitante fortuna da mensalidade que não dará direito a aprender a estudar (não vejo como aprender a estudar, numa escola que bota essa banca, sem a biblioteca!!!).
Te amo.
Fá.